Mais de 360 crianças com autismo já foram atendidas até março de 2025 no Centro Especializado em Reabilitação III (CER) da Policlínica Codajás, que se destaca como referência no estado para o acompanhamento e tratamento de Transtorno do Espectro Autista (TEA). na última sexta-feira (04/04), a unidade promoveu uma atividade especial em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de abril.
A programação incluiu diversas ações recreativas organizadas pela equipe multidisciplinar, como pinturas, brincadeiras, distribuição de brindes e palestras voltadas para os pais.A secretária da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM),Nayara Maksoud,enfatizou que essa iniciativa reforça o compromisso do governo estadual com a causa do autismo.
O médico e diretor da policlínica, Thiago Martins, que conduziu uma das palestras durante o evento, destacou que a falta de conhecimento sobre o TEA ainda representa um dos principais obstáculos para diagnóstico e tratamento adequados.Ele afirmou: “Apresentamos um quadro informativo para esclarecer dúvidas sobre cuidados em casa e sintomas observáveis. Convidamos os pais a se envolverem ativamente nesse processo.”
Conforme explicou Martins, o CER III realiza um trabalho contínuo que deve ser complementado em casa. “Quando as crianças retornam ao tratamento após seguirem as orientações familiares, notamos diferenças significativas na evolução delas”, acrescentou.
Elzilene de Oliveira é mãe da pequena Aura Valentina,diagnosticada com nível 2 de autismo. ela começou a levar sua filha ao atendimento desde os quatro anos e ressaltou a importância dessa data para aumentar a conscientização sobre as necessidades das crianças autistas nos diversos ambientes sociais. “Hoje ela tem seis anos e pude observar seu desenvolvimento não apenas nela mesma mas também em mim. Aprendi muito aqui sobre como lidar com situações cotidianas”, compartilhou Elzilene.
Karina Crubellati,fisioterapeuta e coordenadora do CER III,explicou que além das crianças com autismo,outros casos também são atendidos na unidade. O centro oferece acompanhamento individualizado e em grupo por educadores físicos além do suporte às famílias visando promover interação social entre as crianças.
“Trabalhar com essas crianças é gratificante. Temos muitos relatos emocionantes; uma criança chegou sem interagir ou falar e após quase dois anos aqui já consegue se comunicar efetivamente”, contou Karina emocionada. Ela ressaltou ainda que quanto mais cedo iniciar o tratamento melhor será o progresso observado nas crianças.
Para dar início ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS),é necessário apresentar um encaminhamento proveniente de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou da rede estadual à policlínica Codajás através do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg).
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