Na última quinta-feira (3), o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) notificou a concessionária Amazonas Energia, exigindo esclarecimentos sobre a interrupção no amazonas-gera-preocupacao-entre-parlamentares/” title=”Ameaça de Colapso no Sistema Elétrico do … Gera Preocupação entre Parlamentares”>fornecimento de energia que afetou Manaus e outros municípios da região metropolitana. As cidades impactadas incluem Iranduba, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Parintins e Itacoatiara. O apagão ocorreu na noite de quarta-feira (2) e durou cerca de três horas.
Este incidente marca o segundo blecaute em menos de um mês. A concessionária atribuiu a nova falha ao desligamento da linha de transmissão Jurupari-Oriximiná. No apagão anterior, ocorrido em 3 de julho, a empresa justificou o problema como resultado das “fortes chuvas”, conforme comunicado nas redes sociais.
O Procon-AM solicitou à Amazonas Energia informações sobre as medidas preventivas adotadas para evitar novas ocorrências semelhantes. Além disso, questiona a demora no restabelecimento da energia elétrica, que não priorizou unidades essenciais como hospitais.
Entre os detalhes exigidos estão:
- O plano para implementação de medidas preventivas após o apagão anterior.
- O laudo do Operador Nacional do Sistema (ONS) que comprove os desligamentos ocorridos nos dias 3/07 e 2/04.
- O plano vigente para contingências e emergências.
- A comprovação do atendimento prioritário aos serviços essenciais.
- As ações tomadas para minimizar os impactos à população e compensar eventuais prejuízos causados pela falta de energia.
O diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, enfatizou que os consumidores têm direitos garantidos por lei: “Muitas pessoas sofreram prejuízos devido à falta de energia elétrica; elas podem fazer uma requisição administrativa junto ao Procon ou buscar amparo no Poder Judiciário”, afirmou ele.
A concessionária tem um prazo estipulado pelo Procon-AM para responder às solicitações: são 10 dias contados a partir da notificação recebida na sede localizada no bairro Flores, na Zona Centro-Sul da capital amazonense. A ausência dessa resposta poderá resultar em sanções administrativas contra a empresa.
Acompanhe as atualizações desta matéria e outras reportagens relevantes no Portal Notícias do Amazonas e fique sempre bem informado com as notícias de Manaus e região!