O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, respondeu com firmeza às acusações feitas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o ameaçou de prisão após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. O episódio ocorreu em meio a uma crescente tensão diplomática na América Latina e reacendeu discussões sobre soberania nacional, intervenção externa e o combate ao narcotráfico.
Tensão política aumenta após prisão de Maduro
Na madrugada do dia 3 de junho, o governo dos Estados Unidos anunciou a detenção de Nicolás Maduro e sua esposa. Além disso, declarou que assumiria temporariamente o controle da Venezuela para garantir uma “transição segura” no país. Essa ação unilateral provocou reações imediatas entre líderes latino-americanos, que classificaram a medida como uma escalada sem precedentes na política externa americana na região.
Acusações contra Petro e reação contundente
Durante suas declarações sobre a situação venezuelana, Trump também fez acusações diretas contra Gustavo Petro.Segundo ele, o presidente colombiano estaria envolvido com rotas e estruturas dedicadas à produção de cocaína destinadas ao mercado norte-americano. Trump afirmou que Petro “tem rotas de cocaína” e “fábricas onde é produzida cocaína”, alertando para que ele “fique esperto”.
Especialistas apontam que tais declarações foram feitas sem apresentar provas concretas e interpretam essa retórica como parte de uma estratégia para pressionar governos latino-americanos considerados contrários aos interesses dos EUA.
Resposta firme do presidente colombiano
Gustavo Petro rejeitou veementemente as acusações feitas por Trump.Em resposta direta às ameaças de prisão, afirmou: “Se querem me colocar na prisão, vamos ver se conseguem. Se querem me colocar no uniforme laranja [de presidiário], tentem. Essas pessoas não se ajoelham.” com isso deixou claro seu posicionamento contra qualquer tipo de intimidação ou interferência estrangeira nos assuntos internos da Colômbia.
Além disso, Petro criticou duramente as interpretações equivocadas feitas por autoridades americanas sobre a estrutura institucional colombiana. Ele contestou as declarações do secretário de Estado Marco Rubio ao dizer: “Eu convido o senhor Rubio a ler a Constituição colombiana porque suas informações estão completamente erradas.”
A situação evidencia um momento delicado nas relações entre os dois países vizinhos em meio à crise venezuelana.
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