O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que os deputados da base governista devem solicitar a cassação do deputado Eduardo bolsonaro (PL-SP) na Câmara dos Deputados. A declaração foi feita durante a inauguração de uma etapa da fábrica da Hemobrás, em Goiana (PE), onde Lula acusou o parlamentar de agir contra os interesses do Brasil em relação aos Estados Unidos, classificando sua postura como uma traição ao país.
Pedido de cassação e críticas à postura de Eduardo Bolsonaro
Durante o evento em Pernambuco, Lula direcionou sua fala a parlamentares presentes, entre eles carlos Veras (PT-PE), Pedro Campos (PSB-PE) e Túlio Gadêlha (Rede-PE), afirmando que “vocês precisam pedir a cassação dele, porque ele está traindo o país. Essa é a verdadeira traição à pátria”. O presidente ressaltou que essa atitude compromete os interesses nacionais diante das relações com os Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro e as controvérsias envolvendo sanções internacionais
Atualmente nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro é apontado como um dos principais articuladores do chamado “tarifaço” junto ao governo americano. Além disso, tem atuado para questionar processos no Supremo Tribunal Federal relacionados ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado também utiliza sanções internacionais como argumento político para defender posições contrárias ao atual governo brasileiro.
Situação do mandato e riscos políticos
Apesar das acusações feitas por Lula e outras lideranças políticas, Eduardo Bolsonaro não corre risco imediato de perder seu mandato na Câmara. sua licença parlamentar de 120 dias terminou em julho deste ano.A perda do cargo só ocorre se as faltas ultrapassarem um terço das sessões plenárias anuais – condição que ainda não foi atingida pelo deputado.
Críticas ampliadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Além das críticas direcionadas a Eduardo Bolsonaro, Lula reforçou suas críticas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele mencionou falhas na gestão da pandemia da Covid-19 e destacou iniciativas importantes criadas durante seu governo atual, como o programa Mais Médicos. O presidente também defendeu a legitimidade dos processos judiciais contra Jair Bolsonaro e sugeriu que ele deveria ser responsabilizado pelo Tribunal Penal Internacional devido às ações tomadas enquanto esteve no poder.
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