O Ministério da Saúde iniciou nesta terça-feira (2) a distribuição do primeiro lote da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para todo o Brasil.Com 673 mil doses, essa remessa será encaminhada a todas as unidades federativas para aplicação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo prioritário são gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, sem limite de idade materna, com recomendação de dose única em cada gestação.
Distribuição e público-alvo
A vacinação contra o VSR começa imediatamente nas unidades básicas de saúde (UBSs), sob responsabilidade das secretarias estaduais e municipais. O Ministério da Saúde assegura o fornecimento contínuo das doses para que as estratégias locais sejam cumpridas sem interrupções. Nas UBSs, as equipes devem aproveitar para atualizar o cartão vacinal das gestantes, incluindo imunizações contra influenza e covid-19, já que a vacina do VSR pode ser aplicada simultaneamente com esses imunizantes.
Prioridade para gestantes
O grupo prioritário definido é composto por mulheres grávidas a partir da 28ª semana. Não há restrição quanto à idade materna e recomenda-se uma dose única por gestação. Essa medida visa proteger tanto as mães quanto os bebês durante um período crítico em que os recém-nascidos estão mais suscetíveis às formas graves do vírus.
Objetivo da vacinação e dados epidemiológicos
A principal meta dessa campanha é reduzir os casos graves de bronquiolite em recém-nascidos causada pelo VSR. A doença provoca inflamação dos bronquíolos – pequenas ramificações pulmonares responsáveis pela condução do oxigênio aos alvéolos – podendo levar à hospitalização ou até óbito nos casos mais severos.
Até 22 de novembro deste ano,foram registrados no Brasil 43,2 mil casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) relacionados ao vírus sincicial respiratório.Estudos científicos como o Matisse comprovam a eficácia e segurança da vacina na proteção materno-infantil.
Sintomas e tratamento da bronquiolite
Os sintomas costumam surgir gradualmente até seis dias após contágio e incluem obstrução nasal, coriza clara, tosse persistente, respiração acelerada com chiado no peito e febre. Em quadros mais graves podem ocorrer cianose – coloração arroxeada dos lábios ou extremidades – além de pausas na respiração.
Não existe medicamento específico capaz de eliminar diretamente o vírus ou desinflamar rapidamente os pulmões; portanto, o tratamento foca no suporte às funções vitais das crianças para mantê-las confortáveis, hidratadas e com boa oxigenação.
Produção nacional e aquisição das doses
O Ministério adquiriu um total inicial de 1,8 milhão de doses do imunizante contra o VSR. As entregas seguem um cronograma acordado entre governo federal, estados e municípios; enquanto isso Distrito Federal foi pioneiro no recebimento dessas vacinas nesta primeira fase nacionalizada.
Na rede privada essa vacina pode custar até R$ 1.500 reais por dose; entretanto sua incorporação ao SUS foi viabilizada graças ao acordo entre Instituto Butantan e laboratório produtor que garantiu transferência tecnológica ao país – passo fundamental para ampliar autonomia produtiva brasileira frente à demanda crescente pela proteção contra esse vírus respiratório perigoso especialmente para bebês pequenos.
Conclusão
Com esta iniciativa nacional do Ministério da Saúde reforçando a prevenção junto às gestantes brasileiras através desta nova vacina gratuita pelo SUS fica evidente o compromisso com saúde pública integral desde antes mesmo do nascimento dos bebês protegendo-os contra complicações severas causadas pela bronquiolite viral aguda provocada pelo VSR.Acompanhe as atualizações da matéria e outras reportagens relevantes no Portal Notícias do Amazonas e fique sempre bem informado com as notícias de Manaus e região!
