O advogado jeffrey Chiquini, representante de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o governo Lula estaria articulando uma estratégia para encerrar o caso envolvendo o Banco Master. Segundo ele, essa ação envolveria uma coordenação entre o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF), fato que poderia comprometer as investigações sobre fraudes bilionárias e causar prejuízos a um banco público.
Coordenação entre BC, TCU e STF pode prejudicar investigação
Chiquini destacou que a suposta articulação entre essas instituições geraria riscos à independência do Banco Central no processo de liquidação do Banco Master. Ele explicou que essa movimentação poderia enfraquecer todo o trabalho técnico já realizado, incluindo decisões administrativas e investigações criminais em andamento.
Suspeita sobre inspeção do TCU ao BC
Nas redes sociais, Chiquini manifestou desconfiança quanto à decisão do TCU de inspecionar a atuação do Banco Central no caso. Para ele, embora a justificativa formal seja evitar a dilapidação dos ativos da instituição financeira, na prática isso abriria uma brecha jurídica para questionar as ações tomadas pelo BC durante a liquidação.
Ele ressaltou ainda que foi justamente o Banco Central quem determinou o fechamento do Banco Master e solicitou à Polícia federal abertura de investigação por suspeitas de fraudes financeiras. A apuração identificou um rombo estimado em R$ 12 bilhões – valor que chamou atenção das autoridades e mercado financeiro.
Prisão do controlador Daniel Vorcaro agrava crise
Durante as investigações conduzidas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro – apontado como controlador da instituição e figura central no esquema – foi preso. Essa prisão intensificou ainda mais a crise envolvendo o banco.
Chiquini explicou: “O BC mandou fechar o Master e pediu para a PF investigar as fraudes. A PF descobriu um rombo bilionário de R$ 12 bilhões e prendeu daniel Vorcaro. O ministro Dias Toffoli puxou esse caso para si no STF. Se por acaso houver falhas apontadas pelo TCU na atuação do BC, os advogados da defesa podem recorrer ao STF pedindo anulação da liquidação.”
Risco real de anulação da liquidação pelo STF
A parte mais delicada desse cenário é justamente a atuação do ministro Dias Toffoli como relator no supremo Tribunal Federal.Conforme Chiquini alertou, se houver relatório negativo emitido pelo TCU sobre os procedimentos adotados pelo BC na liquidação bancária, isso poderá ser usado pela defesa para tentar reverter todo processo judicialmente.”Todo trabalho feito até agora pelo Banco Central pode ruir com apenas um relatório produzido pelo Tribunal de contas”,afirmou Chiquini ao destacar os riscos envolvidos nessa articulação institucional.
Impactos nas investigações das fraudes bilionárias
A possível interferência política ou administrativa nesse processo coloca em xeque não só as medidas técnicas adotadas contra irregularidades financeiras graves como também ameaça prejudicar diretamente os interesses públicos relacionados ao controle dos bancos estatais envolvidos em casos dessa magnitude.
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