Na noite de sexta-feira (28), o Sambódromo de Manaus se tornou o cenário de um evento que gerou intensos debates. O desembargador afastado Elci Simões fez sua aparição em um carro alegórico da escola de samba Império do Havaí, que compete no grupo de acesso A do carnaval manauara. Sua presença, em meio a uma investigação em andamento, atraiu a atenção tanto dos presentes quanto nas redes sociais.
Enredo da Escola de Samba
Elci desfilou ao lado do cantor e compositor parintinense chico da Silva,amigo próximo da família,além de outros parentes,incluindo o também desembargador Yedo Simões. O enredo apresentado pela escola abordava “A saga dos irmãos Yedo e Elci Simões”,retratando a trajetória familiar desde a imigração do avô português no final do século XVIII até suas raízes na Amazônia.
A participação pública de Elci ocorreu poucos dias após seu afastamento pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no dia 21 de fevereiro.Essa decisão foi motivada por um processo disciplinar relacionado à liberação irregular de alvarás que totalizavam R$ 150 milhões para a Eletrobras. Como parte das sanções impostas pelo CNJ, o gabinete localizado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) foi lacrado.
Repercussão Jurídica e Política
O afastamento gerou grande repercussão entre juristas e políticos locais. Durante o desfile,tanto Elci quanto Yedo Simões evitaram comentar sobre sua situação com os jornalistas presentes. A presença dele na avenida foi interpretada por alguns como uma atitude desafiadora; outros acreditam que se tratava apenas da continuidade planejada para sua participação no carnaval, visto que o enredo já havia sido definido antes das decisões tomadas pelo CNJ.
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