Expectativas de Crescimento das PMEs em 2025: Desafios e Oportunidades
O Índice Omie de Desempenho Econômico das Pequenas e Médias Empresas (IODE-PMEs) prevê um aumento de 2,4% no faturamento dessas empresas para o ano de 2025. Esse crescimento é esperado após um incremento médio significativo de 6,9% ao ano entre 2023 e 2024. Apesar dos desafios macroeconômicos que afetam a economia brasileira,especialistas acreditam que fatores positivos podem sustentar essa trajetória.
Cenário econômico Atual
A continuidade do crescimento está intimamente ligada à manutenção da renda familiar, com a taxa de desemprego se mantendo em níveis baixos, cerca de 6,1%, sem sinais claros de reversão.Esse cenário deve beneficiar setores mais sensíveis à renda, como serviços e alguns segmentos do varejo — incluindo produtos alimentícios e farmacêuticos.
Entretanto,as expectativas inflacionárias elevadas e o recente aumento da taxa básica de juros pelo Banco Central podem restringir o consumo e os investimentos nas PMEs a partir do segundo trimestre deste ano.Isso representa um desafio para setores que dependem fortemente do crédito, como a indústria e a construção civil. “Internamente, é crucial abordar questões fiscais para equilibrar receitas e despesas governamentais”, afirma Felipe Beraldi, economista da Omie. “Além disso, acompanhar as tensões geopolíticas globais é essencial para entender os impactos na economia brasileira.”
Desempenho das PMEs em 2024
Em comparação ao ano anterior, o faturamento das pequenas e médias empresas brasileiras cresceu 4,5% em 2024.O quarto trimestre registrou uma alta adicional de 3%. Esses dados superaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que foi registrado em apenas 3,5%, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IODE-PMEs monitora empresas com faturamento anual até R$50 milhões abrangendo quatro grandes setores: Comércio; Indústria; Infraestrutura; Serviços.
Setores em Destaque
- Comércio: Este setor foi responsável pela maior parte desse crescimento com uma alta significativa de 8% comparado ao ano anterior.
- Serviços: Este segmento também apresentou uma expansão modesta mas positiva (+2%), mesmo diante da desaceleração nos últimos meses.
- Indústria: As pequenas indústrias enfrentaram dificuldades no segundo semestre com uma leve retração (-1%), embora tenham encerrado o ano com um aumento geral no faturamento (+2%).
Análise Regional
O desempenho variou entre as regiões:
- Sul (+8%)
- Nordeste (+8%)
- Sudeste (+3%)
- Centro-Oeste estagnado (+0.1%)
- Norte (-10%)
Esses números refletem a recuperação econômica desigual entre diferentes áreas geográficas.
Conclusão
As perspectivas para as pequenas e médias empresas são otimistas mas repletas de desafios devido às condições econômicas atuais. A necessidade urgente por adaptação às mudanças fiscais pode ser determinante para garantir a sustentabilidade desses negócios nos próximos anos.
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