Senadoras e Deputadas Federais Denunciam Plínio Valério por Declaração Violenta Contra Marina Silva
Nove deputadas federais protocolaram uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o senador Plínio valério (PSDB-AM) devido a uma declaração em que expressou “vontade de enforcar” a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). O pedido foi formalizado nesta quinta-feira, 20 de outubro.
A representação destaca que “o teor de sua fala ultrapassa os limites da imunidade parlamentar”, pois não se relaciona com sua função como representante do Amazonas, mas sim revela um claro caráter de violência de gênero. O documento conta com o apoio do deputado Túlio Gadelha (PE), único membro da bancada da ministra na Câmara dos Deputados.
As parlamentares que assinam a denúncia incluem Benedita da Silva (PT-RJ), Duda Salabert (PDT-MG), Enfermeira Ana Paula (Podemos-CE), Gisela Simona (União-MT), jandira Feghali (PCdoB-RJ), Laura Carneiro (PSD-RJ), Maria Arraes (Solidariedade-PE), Tabata Amaral (PSB-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ).
durante um evento realizado no Amazonas na última sexta-feira, 14, Plínio Valério fez a declaração polêmica ao comentar sobre a participação da ministra em uma audiência da CPI das ONGs no Senado: “Imagina o que é ficar com a Marina seis horas e dez minutos sem ter vontade de enforcá-la?”.
Após as críticas à sua fala, o senador afirmou não se arrepender e alegou que suas palavras foram apenas uma “brincadeira”. No entanto, essa justificativa gerou reações negativas, incluindo uma reprimenda pública do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.A própria Marina Silva também se manifestou sobre o incidente, afirmando que tal ataque representa uma incitação à violência contra mulheres e ressaltando que “só psicopatas são capazes de fazer isso”.
Na representação apresentada ao Conselho de Ética, as deputadas argumentam que as declarações feitas por Plínio Valério configuram quebra de decoro parlamentar. Elas afirmam ainda que tais palavras não apenas desrespeitam a dignidade da ministra como também comprometem o debate político ao empregar linguagem incitadora à violência.O grupo enfatiza ser fundamental tratar esse episódio com seriedade para preservar os princípios éticos dentro do parlamento e combater a violência política baseada em gênero.
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