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Carlos Bolsonaro relata dificuldade em visitar Jair Bolsonaro na prisão após cirurgia

O ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), divulgou nesta segunda-feira (5) em seu perfil no X que não conseguiu visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na prisão em Brasília. A Superintendência da Polícia Federal local restringe as visitas a detentos às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, o que impediu a visita de Carlos apesar do estado delicado de saúde do ex-presidente.

Visitas restritas pela Polícia Federal

Carlos Bolsonaro relatou que tentou visitar Jair Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas foi informado sobre a limitação dos horários para visitas familiares.Segundo ele, mesmo diante da situação crítica de saúde do pai, não houve concessão de exceção para permitir a visita fora desses dias e horários. Além disso, os familiares precisam protocolar novos pedidos antes de cada tentativa.Flexibilização autorizada pelo STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), flexibilizou recentemente as regras para visitas familiares ao autorizar entrada automática desde que respeitadas as normas da PF. No entanto, Carlos destacou que antes dessa decisão alguns pedidos sequer foram analisados pela polícia federal.

Estado de saúde e atendimento médico

Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025 e teve alta temporária no dia 24 dezembro para realizar uma cirurgia no DF Star em Brasília. Ele retornou à prisão no dia 1º janeiro deste ano após tratar uma hérnia inquinal bilateral e um quadro persistente de soluços – problemas mencionados por Carlos nas redes sociais.

Além disso, o ex-vereador revelou que o pai enfrenta problemas cardiovasculares. Um cardiologista e um fisioterapeuta foram autorizados pelo ministro Moraes a prestar atendimento dentro da unidade prisional onde Bolsonaro está custodiado.

apesar dessas condições médicas delicadas,Moraes argumenta que a Polícia Federal possui estrutura suficiente para garantir atendimento integral ao ex-presidente na prisão. Por isso negou pedidos feitos para conceder prisão domiciliar humanitária – benefício já concedido anteriormente ao ex-presidente Fernando Collor de Mello devido à doença Parkinson diagnosticada nele.

Pena aplicada e projetos legislativos

Jair Bolsonaro cumpre pena totalizada em 27 anos e três meses por condenações judiciais recentes. Existe um projeto legislativo sobre dosimetria penal capaz reduzir essa pena para dois anos e quatro meses; contudo o presidente Lula (PT) anunciou veto integral à proposta.

Nesta segunda-feira (5), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator desse projeto na Câmara dos Deputados, planeja visitar Fernando Collor durante sua prisão domiciliar humanitária após autorização concedida também pelo ministro Alexandre Moraes.


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