sábado, janeiro 10, 2026
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Bolívia: Tensão e protestos após tentativa de golpe militar em La Paz

A Bolívia enfrentou um momento de ⁤grande ⁢tensão na quarta-feira (26), quando um ⁢grupo ‌de militares se mobilizou no centro de La Paz, em uma ação que o presidente Luis Arce classificou como uma tentativa de golpe de Estado. Soldados e veículos militares ocuparam por‌ algumas⁣ horas a​ Plaza Murillo ⁢e ⁣invadiram o⁢ Palácio Quemado, sede do governo, sob comando do ‌general ⁢Juan José Zúñiga, que havia sido destituído do⁢ cargo⁣ no dia anterior. A situação ⁣foi controlada após a prisão de Zúñiga e a retirada das tropas.

Golpe militar em La Paz: ocupação ​da plaza Murillo e reação do governo

Na tarde‍ desta quarta-feira,​ soldados liderados ⁤pelo general Juan José Zúñiga‍ tomaram o controle da Plaza Murillo, principal praça de La Paz,‌ além do Palácio Quemado. A movimentação ocorreu‍ poucas horas⁢ depois da demissão de Zúñiga como chefe do ‌Exército boliviano devido a declarações polêmicas contra o ex-presidente Evo Morales.Após breve ocupação ​dos locais estratégicos, as tropas começaram‍ a se retirar.

O presidente Luis Arce ​denunciou publicamente ⁢as “mobilizações irregulares” dentro das Forças Armadas​ e fez um pronunciamento televisionado acompanhado por seu ⁣gabinete. Ele​ afirmou estar firme para⁤ enfrentar qualquer tentativa golpista e convocou as organizações sociais para defenderem a democracia conquistada pelo ⁣povo boliviano.

Mobilização ⁣militar: motivações e prisões

Zúñiga justificou à imprensa que houve uma mobilização ⁤geral ‍das unidades militares diante da “situação crítica” no país. Segundo ele,as Forças Armadas pretendem reestruturar a democracia diante da atuação há‌ anos de uma ⁤elite dominante considerada destruidora da pátria. O general anunciou ainda a libertação dos presos ⁤políticos.

No ⁤entanto,horas depois ‌da ação militar⁣ irregular,Zúñiga foi⁢ preso pela polícia após ordem⁤ emitida pelo Ministério‌ Público. Durante sua detenção acusou‍ Arce de orquestrar o golpe para aumentar ⁢sua popularidade pessoal – ⁣afirmando ter recebido autorização presidencial para colocar⁣ tanques nas ruas desde domingo à noite.

Além dele, outro oficial envolvido na tentativa ‍golpista também foi detido: Juan arnez Salvador, ex-comandante da Marinha boliviana. A imprensa‍ local informa que os acusados poderão responder por⁤ terrorismo e ‌atentado contra‌ segurança nacional.

Protestos populares​ e resposta internacional

A população boliviana reagiu ⁤rapidamente ⁢às notícias sobre o movimento⁣ militar ⁤irregular com protestos em várias cidades incluindo La Paz. Os manifestantes foram às ruas ‍contra ‍qualquer ameaça ao regime ​democrático vigente no país.

Durante os confrontos na‌ Plaza Murillo foram montadas barricadas pelos⁤ militares⁤ para impedir acesso dos civis à praça; também houve uso de gás lacrimogêneo pelas forças armadas para dispersar os ‍manifestantes.

O ex-presidente⁤ Evo Morales classificou nas redes ​sociais o episódio como um golpe em andamento contra seu partido Movimento⁢ ao Socialismo (MAS). Já autoridades internacionais reforçaram apoio ao governo legítimo: Luis Almagro secretário-geral da Organização‌ dos‌ Estados Americanos condenou veementemente ⁣os atos golpistas ressaltando que ‍”o Exército deve submeter-se ao poder civil legitimamente eleito”.

Posição brasileira sobre crise política na ‌Bolívia

O presidente luiz Inácio ⁣Lula da Silva ⁣declarou ter solicitado‌ informações oficiais​ junto ao Itamaraty antes emitir posicionamento definitivo sobre os⁤ fatos ocorridos na Bolívia. Contudo reafirmou ser ⁣defensor incondicional da democracia⁤ na américa Latina destacando que ‌golpes nunca deram certo⁢ historicamente.

Em nota oficial divulgada pelo‌ Ministério das ‌Relações‍ Exteriores brasileiro ficou claro o repúdio à⁣ tentativa‌ golpista envolvendo tropas regulares das⁢ Forças Armadas‍ bolivianas:

  • Condenação firme à mobilização irregular;
  • apoio total ao presidente Luis Arce;
  • Compromisso com ​manutenção democrática regional;
  • Diálogo permanente com‌ autoridades legítimas sul-americanas;

A movimentação ocorre pouco mais⁤ de duas ⁢semanas antes da visita prevista do presidente Lula à Bolívia marcada para 9 julho – fato que reforça ‍importância‍ diplomática deste momento ⁤delicado entre ambos países vizinhos.

Conclusão

A recente crise política ⁤vivida pela Bolívia evidencia desafios internos relacionados à estabilidade democrática frente às ‌tensões entre setores⁣ militares descontentes e lideranças civis eleitas legitimamente pelo voto popular. O episódio reforça ainda mais a necessidade constante vigilância social pela⁢ defesa dos direitos democráticos conquistados⁢ historicamente pelos povos latino-americanos.

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