quinta-feira, abril 3, 2025
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Aumento de 5,06% nos preços dos medicamentos entra em vigor hoje

O governo federal anunciou um reajuste de até 5,06% nos preços dos medicamentos, que entra em vigor a partir desta segunda-feira (31). Essa medida foi estabelecida pela Câmara de regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e publicada no Diário Oficial da União. O aumento representa o teto máximo permitido e é uma resposta às variações do mercado.

Em comparação com o ano anterior, onde o teto de reajuste foi fixado em 4,5%, a previsão para 2025 é que o aumento médio seja de apenas 3,83%, marcando o menor índice desde 2018.

A conselheira regional do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Denise Kassama, esclarece que os consumidores não sentirão esse impacto imediatamente. “As farmacêuticas precisam se adaptar ao novo percentual antes que isso chegue ao consumidor final”, explica Kassama.

Impacto no bolso do consumidor

Esse reajuste pode afetar diretamente aqueles que dependem de medicamentos contínuos. A economista ressalta: “Todo aumento gera impacto financeiro. Muitas vezes não há alternativas mais baratas disponíveis.” Os remédios são classificados em três níveis:

  • Nível 1: até 5,06%
  • Nível 2: até 3,83%
  • Nível 3: até 2,60%

Kassama destaca que a concorrência entre os produtos influencia esses percentuais; quanto maior a movimentação no mercado para um determinado medicamento, maior pode ser seu reajuste.

Como é definido o reajuste?

A CMED considera diversos fatores para determinar os índices:

  • Inflação acumulada nos últimos meses (IPCA)
  • Produtividade da indústria farmacêutica
  • Custos adicionais como câmbio e tarifas
  • Concorrência no setor

Esses elementos ajudam a regularizar os preços dos medicamentos e evitar aumentos excessivos.

Impacto no setor farmacêutico

O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) informa que este será o menor reajuste médio ponderado dos últimos sete anos — cerca de 3,48%. O presidente executivo do sindicato alerta sobre possíveis consequências negativas nos investimentos na pesquisa e desenvolvimento dentro da indústria farmacêutica nacional.

apesar das novas regras estabelecidas pela CMED para limitar aumentos abusivos nas farmácias e laboratórios, Mussolini observa que as estratégias comerciais podem atrasar ou impedir aumentos imediatos nos preços.

Dicas para economizar

Para mitigar os efeitos desse ajuste nos preços dos medicamentos:

  1. Compare preços em diferentes farmácias.
  2. Considere optar por genéricos.
  3. Busque farmácias populares com descontos.
  4. Aproveite programas de fidelidade oferecidos pelas redes farmacêuticas.

Denise Kassama recomenda sempre pesquisar antes da compra: “se não houver alternativas na farmácia popular ou descontos disponíveis nas farmácias convencionais, busque outras opções.”

Os consumidores têm à disposição ferramentas online para verificar listas oficiais com os preços máximos permitidos e denunciar cobranças indevidas através dos sites apropriados.

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