O Amazonas avança na qualidade do atendimento de saúde com a descentralização dos soros antivenenos. Essa iniciativa visa garantir um tratamento ágil para vítimas de acidentes envolvendo animais peçonhentos, como serpentes e escorpiões, especialmente em áreas remotas.
A importância da descentralização é destacada pelo governador Wilson Lima, que afirma: “Descentralizar a soroterapia é essencial devido à logística do Amazonas.Esse sistema sem dúvidas salvará muitas vidas.” A Secretaria de estado de Saúde (SES-AM), em colaboração com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e a Fundação de Medicina Tropical – Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), desenvolveu o projeto junto ao Ministério da saúde.
A secretária de Saúde, Nayara Maksoud, enfatiza que a distribuição descentralizada e o treinamento dos profissionais nos sete Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e 14 polos-base foram fundamentais para transformar essa iniciativa em uma política pública eficaz. “Agora temos uma política integrada para atender áreas remotas e populações indígenas”, afirmou.
De acordo com Tatyana Amorim,diretora-presidente da FVS-RCP,essa estratégia não apenas agiliza o atendimento no interior do estado como também reduz complicações decorrentes das picadas. “Essa abordagem garante acesso oportuno ao tratamento”, destacou.
Wuelton Marcelo Monteiro, pesquisador da FMT-HVD, ressaltou os benefícios dos treinamentos realizados pelo Centro de Pesquisa Clínica em Envenenamento por Animais (Cepclam). Ele observou que esses treinamentos melhoraram significativamente o atendimento aos pacientes indígenas afetados por picadas.
A logística envolvida na distribuição dos soros é outro ponto crucial. elder Figueira, do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, explicou que agora há uma rede adequada para armazenamento nas localidades estratégicas: “A descentralização só foi possível porque existe uma rede fria instalada nas regiões.”
Eudes Batista, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), expressou sua satisfação com as mudanças: “Esse clamor vinha das bases. Para nós essa solução foi uma bênção.” Durante a fase piloto entre 2019 e 2024, os soros foram distribuídos nos polos-base garantindo acesso imediato ao tratamento para 84% dos casos atendidos.Com essas ações consolidadas no estado do Amazonas, espera-se um fortalecimento significativo no sistema público de saúde local. Isso garantirá um atendimento mais rápido e eficiente às populações que residem em áreas isoladas.
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