Vereadores de Manaus Contratam Empresa Envolvida em Escândalos de Corrupção
Recentemente, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi alvo de críticas após a escolha de empresas ligadas a um empresário com histórico controverso. Mário Jorge Medeiros de Moraes Neto, que já enfrentou investigações da Polícia Federal por suposta compra de votos em 2008, é o responsável pela Auto Posto união LTDA e sua subsidiária, Auto Posto União Potência LTDA. As contratações levantam preocupações sobre a transparência e legalidade no uso dos recursos públicos.
Os dados revelados mostram que pelo menos sete vereadores contrataram os serviços das referidas empresas para fornecimento de combustíveis em 2025. Entre os parlamentares envolvidos estão: Professor Samuel (PSD), Diego Afonso (União Brasil), Allan Campelo (Podemos), Rosivaldo Cordovil (PSDB), Roberto Sabino (Republicanos), Everton Assis (União Brasil) e Jaildo Oliveira (PV). O total gasto ultrapassa R$ 60 mil.
Histórico Controverso do Empresário
O nome da Auto Posto União LTDA ficou marcado durante as eleições municipais de 2008, quando a Polícia Federal apreendeu requisições suspeitas na sede do posto. Documentos indicavam que combustível estava sendo distribuído gratuitamente para eleitores como parte de um esquema ilícito ligado à campanha do então candidato Amazonino Mendes.
Apesar das acusações graves, Mário Jorge nunca foi formalmente condenado e suas empresas continuam operando normalmente. A situação levanta questões sobre como os vereadores ignoraram esse passado ao destinar verbas públicas para abastecer seus veículos.
Gastos Públicos com Empresas Investigadas
Os gastos dos vereadores com as empresas administradas por Mário Jorge foram detalhados:
- Samuel Monteiro (PSD): R$ 5.000
- Diego Afonso (União Brasil): R$ 4.200
- Allan Campelo (Podemos): R$ 3.151
- Rosivaldo Cordovil (PSDB): R$ 9.849
- Roberto Sabino (Republicanos): R$ 8.900
- Jaildo Oliveira (PV): R$ 8.402,45
- Everton Assis: R$ 8.600
- Sérgio Baré: R$ 5.150
- Gilmar Nascimento: R$ 9.000
A soma totaliza impressionantes R$62 mil, gerando indignação entre cidadãos que questionam o uso adequado dos recursos públicos.
Proposta Legislativa em Análise
Em meio à controvérsia, está sendo analisado na CMM o Projeto de Lei nº104/2016 proposto pelo vereador Luis Mitoso(PSD). O projeto visa proibir empresas condenadas criminalmente ou cujos sócios tenham sido condenados por crimes relacionados à corrupção ou malversação pública participarem das licitações municipais.
As respostas dos vereadores citados foram variadas; alguns alegaram desconhecimento sobre as investigações envolvendo as empresas contratadas enquanto outros defenderam a legalidade das escolhas feitas para abastecimento legislativo.
A situação continua gerando debates acalorados na sociedade manauara sobre ética política e responsabilidade no uso do dinheiro público.
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