Cláudio Assis Alves silva foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Ele enfrentou acusações graves, incluindo homicídio qualificado e ocultação de cadáver, em um caso que remonta a dezembro de 2014, na rua Crateus, localizada na Colônia Terra Nova, Zona Norte da capital amazonense.
O réu estava com um mandado de prisão em aberto quando foi detido em 2016 no estado do Ceará por outros crimes relacionados a roubo e furto. A complexidade do caso aumentou devido à dificuldade em localizar testemunhas para o processo que tramitava em Manaus. Somente em 2022 a fase de instrução foi concluída.
Durante o julgamento realizado recentemente, Cláudio participou por videoconferência devido à sua custódia fora da cidade. Em seu depoimento, ele confessou ter cometido o crime contra sua companheira. os jurados decidiram pela condenação seguindo as orientações apresentadas pelo Ministério Público.
Com base no Tema 1.068 (RE 1.235.340) do Supremo Tribunal Federal, que permite a execução imediata das penas impostas pelo júri popular independentemente da duração total da pena aplicada, o juiz Diego Daniel Dal Bosco determinou a expedição do mandado para cumprimento imediato da pena imposta ao réu.
De acordo com os detalhes apresentados na denúncia, Cláudio estrangulou sua parceira utilizando fios elétricos e escondeu seu corpo sob uma cama box com as mãos amarradas pelos mesmos fios que também envolviam seu pescoço. O crime veio à tona quando Cláudio revelou a uma vizinha sua intenção de se livrar do corpo após alegar que havia sido agredido pela vítima ao descobrir uma traição dele.
A defesa tem agora o direito de apelar contra essa sentença.
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