A educação básica no Amazonas enfrenta desafios significativos, mesmo com os avanços registrados no Índice de desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). O estado ainda se encontra abaixo da média nacional, e fatores como a falta de interesse dos alunos e a sobrecarga dos professores agravam essa situação.
Em 2023, o IDEB do ensino médio no Amazonas foi de 3,8, inferior à média nacional que é de 4,3.De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica (2024), apenas 24,3% das escolas possuem biblioteca e quase metade delas não tem acesso à internet. Essa realidade reflete um cenário preocupante para a formação educacional dos jovens na região.
os educadores enfrentam o desafio diário de tornar as aulas mais atrativas e incentivar a participação dos pais. O professor Osvaldo Tércio destaca que “a participação dos pais ocorre apenas em reuniões para entrega de boletins”, mas mesmo assim há uma grande ausência no acompanhamento pedagógico. Essa falta de envolvimento impacta diretamente o futuro acadêmico dos alunos.
A professora Leonora Kussler observa que muitos pais não acompanham os estudos dos filhos: “Sem cobrança e com acesso livre à tecnologia, temos alunos desinteressados e sem perspectiva”. Para Luiz Antônio Nascimento,sociólogo da área educacional,a classe trabalhadora muitas vezes não vê na educação uma ferramenta eficaz para transformação social: “Os pais não apoiam a escola porque não enxergam nela uma possibilidade real de melhoria na qualidade de vida”.
Outro problema crítico é a superlotação nas salas de aula. O professor Átila Souza expressa sua frustração ao afirmar: “É inumano trabalhar com 50 alunos em salas depredadas”. A professora Graciete Ramos complementa essa visão ao dizer que sem suporte adequado é difícil atender todos os estudantes adequadamente, especialmente aqueles com deficiência.
Além disso, pesquisas indicam que muitos professores estão sob pressão excessiva; um estudo do instituto Ipec (2022) revelou que 71% deles sofrem devido à carga excessiva imposta pelo trabalho.
Apesar desses desafios evidentes na educação pública do Amazonas, existem também histórias inspiradoras. Em janeiro deste ano, Maria Eduarda Araújo da Escola Estadual Maria Calderaro conquistou medalha prata na Olimpíada Internacional de Física e Astronomia nos Estados Unidos. Além disso, em fevereiro passado, doze alunos amazonenses trouxeram sete medalhas da Olimpíada Internacional de matemática realizada na Tailândia.
Para replicar esses resultados positivos em mais instituições escolares é fundamental investir em autonomia administrativa das escolas além do fortalecimento orçamentário e valorização docente. Luiz Antônio nascimento conclui enfatizando: “As escolas precisam ter planejamento financeiro adequado e professores motivados para se capacitar”.
O trânsito já foi normalizado após as intervenções necessárias nas áreas afetadas por essas questões educativas críticas; entretanto moradores clamam por ações efetivas para garantir melhorias contínuas nesse setor vital.
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