sábado, abril 5, 2025
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Iniciativas na Comunidade da Sharp Buscam Mitigar Efeitos das Chuvas

O Governo do Amazonas iniciou a retirada emergencial de 38 famílias da Comunidade da Sharp, localizada no bairro Armando Mendes, Zona Leste de Manaus. Essa ação é parte das medidas adotadas para mitigar os impactos das intensas chuvas que têm atingido a região durante o período conhecido como “inverno amazônico”. Além disso, estão sendo realizadas obras de limpeza e dragagem do Igarapé do Quarenta.

Até o momento, 1.434 famílias já foram reassentadas em áreas seguras como parte do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+). A retirada atual faz parte de uma ação emergencial coordenada pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), que visa garantir a segurança dos moradores.

Entre quinta-feira (27) e sexta-feira (28),11 famílias deixaram suas residências temporariamente e estão recebendo assistência por meio do aluguel social até que uma solução definitiva seja encontrada. No início deste mês, outras 103 famílias afetadas por alagamentos também foram atendidas em uma força-tarefa organizada pelo governo estadual.

De acordo com Marcellus Campêlo, secretário da Sedurb, essa retirada é essential para evitar situações adversas causadas pelos temporais. Ele destacou que a UGPE está realizando serviços essenciais como dragagem e limpeza no Igarapé do Quarenta para facilitar o escoamento das águas pluviais e prevenir novos alagamentos na área.

A construção da nova ponte na Avenida Autaz Mirim também faz parte desse esforço. Esta estrutura substituirá uma antiga galeria existente no local, reduzindo os riscos de inundações para as comunidades vizinhas. Os trabalhos já incluem a execução de 220 metros de canal concretado sob o igarapé.

Para minimizar os efeitos das chuvas na Comunidade da sharp, equipes estão realizando um trabalho manual no igarapé com foco na remoção de resíduos sólidos e árvores caídas que obstruem o fluxo d’água. Até agora, oito árvores já foram retiradas com auxílio de motosserras.

Além dos esforços imediatos para realocar as famílias afetadas pelas chuvas, a UGPE está organizando mudanças temporárias enquanto se finaliza um projeto habitacional mais permanente através da Superintendência Estadual de habitação (Suhab).

Eliane Rios de Souza, moradora há 13 anos na comunidade com seus filhos e netos, expressou seu alívio ao deixar a área arriscada: “Não estava mais dormindo direito com medo da chuva”, afirmou ela sobre sua mudança para um local mais seguro onde receberá apoio financeiro até encontrar moradia definitiva.

Sara cristina Nascimento também se prepara para deixar sua casa devido ao risco elevado representado pelas condições climáticas atuais: “A situação aqui é preocupante”, disse ela sobre as ameaças constantes durante tempestades fortes.

O prosamin+ prevê ainda a construção total de 808 unidades habitacionais; entre elas estão as entregues recentemente no conjunto Rodrigo Otávio em Japiim e outras em andamento na Cachoeirinha. Ao todo são esperados novos apartamentos nas áreas afetadas até o final deste ano.

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