Nascidos entre 1996 e 2010, os jovens da chamada “Geração Z” têm sido foco de diversas pesquisas globais que apontam para uma tendência preocupante: a redução significativa das relações sexuais e o aumento na busca por terapia sexual. Esse fenômeno, conhecido como “apagão sexual“, parece contradizer o discurso atual sobre liberdade sexual. Especialistas investigam as causas dessa mudança no comportamento afetivo e íntimo dos jovens.
O fenômeno do apagão sexual entre a Geração Z
Estudos realizados pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revelam que entre pessoas de 18 a 24 anos houve um aumento expressivo daqueles que não mantiveram relações sexuais nos últimos 12 meses. Atualmente,cerca de 31% dos homens e 19% das mulheres nessa faixa etária afirmam não ter tido contato íntimo nesse período. Em comparação com dados de 2002, quando esses índices eram inferiores a 20% para homens e 15% para mulheres, observa-se uma mudança significativa.
Mudanças no flerte e nas relações amorosas
Maicon Paiva, especialista em relacionamentos e fundador da Casa de Apoio Espaço Recomeçar, destaca que o modo como os jovens se relacionam mudou profundamente. Segundo ele:
“Antes havia mais romantismo; a paquera era concreta e valorizada como parte do jogo da conquista.Hoje os jovens estão mais focados em aspectos práticos da vida do que no sonho romântico ou na entrega emocional.”
Essa transformação impacta diretamente as dinâmicas afetivas atuais.
Influência dos padrões estéticos virtuais
Outro fator relevante é o impacto dos padrões irreais de beleza disseminados pela internet. Mostrar-se vulnerável ao parceiro implica aceitar imperfeições físicas reais – algo dificultado pelas imagens idealizadas nas redes sociais.
Paiva ressalta:
“Esse padrão virtualizado gera frustração corporal em muitos homens e mulheres, prejudicando sua autoestima – um problema sério diante das mudanças sociais recentes.”
A pressão estética contribui para inseguranças que afetam negativamente as relações íntimas.
Amarração amorosa como apoio espiritual
Para enfrentar esse cenário marcado pelo distanciamento afetivo provocado pelo apagão sexual, Maicon Paiva indica recursos espirituais oferecidos no Espaço Recomeçar:
“O serviço espiritual ajuda casais a manterem viva a paixão mesmo diante da falta de contato físico frequente.A consulta espiritual é fundamental para identificar qual tipo de auxílio será mais eficaz para cada casal.”
Esse suporte visa fortalecer vínculos emocionais quando há desconexão provocada pela ausência do sexo.
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