Um e-mail enviado por um coronel da reserva da Força Aérea brasileira (FAB) foi determinante para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretasse a prisão preventiva de Filipe Martins. O documento chegou ao gabinete do magistrado no final de dezembro de 2025 e revelou o possível descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-assessor de Jair Bolsonaro, que cumpria prisão domiciliar.
Denúncia sobre acesso indevido a rede social
Na correspondência enviada ao ministro Alexandre de Moraes, o coronel da reserva Ricardo Wagner Roquetti relatou que seu perfil no LinkedIn foi acessado por uma conta atribuída a Filipe Martins. Na época, Martins estava proibido judicialmente de utilizar redes sociais devido às medidas cautelares impostas em seu processo.
Detalhes do acesso identificado
Roquetti destacou que não possuía qualquer vínculo pessoal ou profissional com Filipe Martins que justificasse tal visita ao seu perfil. embora não pudesse afirmar se o próprio ex-assessor realizou o acesso ou se terceiros agiram em seu nome, a plataforma linkedin indicou claramente o nome e perfil vinculados a Martins como visitante.
Pedido para manter anonimato ignorado
Preocupado com essa possível violação das restrições judiciais, o coronel decidiu informar diretamente ao ministro alexandre de Moraes. No entanto, apesar do pedido para preservar sua identidade na denúncia, essa solicitação não foi atendida. posteriormente, o conteúdo do e-mail foi anexado à decisão judicial e tornou público o nome do denunciante.
Prisão preventiva decretada após investigação
Com base na denúncia apresentada pelo militar da FAB, Alexandre de moraes solicitou esclarecimentos à defesa de Filipe Martins antes de determinar sua prisão preventiva. O magistrado afirmou haver “total desrespeito às medidas cautelares e ao ordenamento jurídico” por parte do ex-assessor.
Cumprimento da ordem pela Polícia Federal
A decisão judicial foi publicada numa sexta-feira (2) e resultou na detenção imediata de Filipe Martins pela Polícia Federal em Ponta Grossa, Paraná. Ele foi encaminhado para cumprir pena no sistema prisional local enquanto aguarda os desdobramentos legais.
Contexto processual envolvendo tentativa golpista
Filipe Martins é um dos condenados no inquérito que investiga uma tentativa frustrada de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições presidenciais. Ele é acusado especificamente por participação na elaboração da chamada “minuta do golpe”.
Situação atual dos recursos judiciais
Apesar dessa condenação relacionada aos fatos investigados pelo STF,Filipe ainda não cumpre pena definitiva porque existem recursos pendentes sob análise nas instâncias superiores do Judiciário brasileiro.
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