O Partido Missão,vinculado ao Movimento Brasil Livre (MBL),acionou o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o pagamento de um bônus que pode alcançar até R$ 300 mil por servidor do Senado Federal. esse benefício foi concedido a cerca de 800 funcionários no final de dezembro de 2025, gerando questionamentos sobre sua legalidade e transparência.
Senado libera R$ 46 milhões em pagamentos extras
Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Andreza Matais, o Senado autorizou aproximadamente R$ 46 milhões em pagamentos adicionais no dia 29 de dezembro. O valor extra ficou conhecido como “vale-champanhe” e provocou forte repercussão negativa tanto nas redes sociais quanto entre parlamentares e especialistas.
No documento encaminhado ao MPF, Renan dos Santos, presidente do Partido Missão, aponta que esses pagamentos podem configurar atos de improbidade administrativa. Ele solicita uma análise minuciosa para verificar a legalidade da medida adotada pelo Senado.
Bônus denominado Vantagem Pessoal nominalmente Identificada (VPNI)
O benefício pago é formalmente chamado Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Trata-se de um adicional salarial criado para preservar vantagens que teriam sido eliminadas durante a carreira dos servidores públicos do Senado.
documentos obtidos pela imprensa revelam ainda que o sindicato dos servidores contratou um escritório de advocacia para atuar na ação judicial que derrubou veto relacionado à VPNI. Os honorários advocatícios foram fixados em 10% do total recebido pelos beneficiários com os pagamentos extras, elevando ainda mais os gastos totais desembolsados pelo Senado.
Pedido por maior transparência
O Partido Missão também destaca a necessidade de investigar os critérios utilizados na escolha do escritório contratado e as regras aplicadas para definir quem recebeu o bônus e em qual valor. A legenda requer que o MPF solicite ao Senado informações detalhadas sobre todos os repasses realizados – incluindo lista completa dos beneficiários,valores individuais pagos e fundamentos legais das decisões – além da adoção das medidas judiciais cabíveis caso sejam constatadas irregularidades.
Até agora, o Senado Federal não divulgou oficialmente os valores individuais pagos nem se pronunciou sobre a investigação solicitada pelo Ministério Público.
Conclusão
Diante das dúvidas levantadas sobre esse pagamento extraordinário aos servidores do Senado Federal, é essential acompanhar as investigações conduzidas pelo MPF para garantir transparência e responsabilidade na gestão pública. A população merece esclarecimentos claros sobre como são aplicados recursos públicos tão expressivos.
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