O humorista Whindersson Nunes, de 29 anos, usou suas redes sociais neste sábado (1) para alertar o povo do Amazonas sobre os perigos da ketamina, droga que causou a morte da ex-sinhazinha do boi Garantido, Djidja Cardoso. A artista faleceu vítima de overdose da substância. Em seu desabafo, Whindersson classificou a ketamina como uma das drogas mais perigosas que já viu alguém usar e fez um apelo para que as pessoas se informem e fortaleçam a mente para evitar o consumo.
Alerta de Whindersson Nunes sobre o uso da ketamina
Em uma publicação no ‘X’, antigo Twitter, o humorista destacou que Jesus não aprovaria o uso dessa substância química derivada de fungos ou moléculas manipuladas para anestesiar e controlar as pessoas. Ele reforçou que não existe caminho fácil para se salvar e pediu atenção contra discursos enganosos.
Whindersson também compartilhou sua experiência pessoal ao sair do ambiente rural e perceber tratamentos médicos com agulhas, algo inicialmente estranho para ele. Mesmo assim, ressaltou a importância de superar preconceitos sem cair em armadilhas perigosas como o uso da ketamina.
Ele finalizou pedindo a Deus um bom destino às “almas” envolvidas na tragédia e pediu perdão por seus pensamentos em relação aos responsáveis pelo caso.
Mensagem completa do humorista
Whindersson iniciou sua mensagem dirigindo-se ao povo amazonense com palavras de carinho e reflexão: ele pede sabedoria divina para entender situações difíceis na vida sem repetir os mesmos erros. Destacou ainda que amar ao próximo é basic para evitar causar sofrimento.
segundo ele, ter todas as informações é essencial para não ser manipulado ou enganado – essa seria “a verdade que liberta”. O humorista explicou ainda que a cetamina (C13H16NClO) é um anestésico usado em animais grandes durante procedimentos veterinários e alertou sobre seu potencial destrutivo quando usada como droga recreativa.
Ele concluiu desejando conforto à família de Djidja Cardoso e enviando orações pela alma dela: “que Deus tenha um bom destino pra essas almas”.
Caso djidja Cardoso: investigação policial
Djida Cardoso foi encontrada morta em sua residência no dia 28 de maio após sofrer overdose por ketamina. O inquérito policial revelou envolvimento direto do irmão Ademar Cardoso Neto, da mãe Cleusimar Cardoso Rodrigues e funcionários do salão Belle Femme – pertencente à família – na distribuição ilegal da droga.
A Justiça do Amazonas manteve as prisões preventivas dos cinco acusados: Cleusimar (mãe), Ademar (irmão), Verônica Seixas (gerente), Claudiele Santos (maquiadora) e Marlisson Vasconcelos Dantas (cabeleireiro). Três deles foram detidos enquanto tentavam fugir; outros dois se entregaram posteriormente às autoridades locais.
Seita “Pai, Mãe, Vida” ligada ao caso
As investigações apontam que Cleusimar e Ademar lideravam uma seita chamada “Pai, Mãe, Vida”, onde acreditavam ser figuras religiosas importantes como Maria e Jesus. Testemunhas relataram obrigatoriedade no consumo das drogas sintéticas entre funcionários dos salões ligados à família Cardoso.
Mandados cumpridos nas unidades Belle Femme resultaram na apreensão de frascos contendo ketamina além dos materiais usados no consumo ilícito dentro das residências investigadas. A Delegacia Especializada em Homicídios segue apurando possíveis conexões entre essa organização criminosa religiosa com a morte trágica da ex-sinhazinha.
Sobre a Ketamina
A ketamina é um anestésico dissociativo utilizado tanto na medicina humana quanto veterinária desde os anos 1980. Quando usada recreativamente pode provocar efeitos alucinógenos intensos acompanhados por sensação temporária de bem-estar ou sinestesia – fenômeno onde cores podem ser vistas ou sons sentidos fora do comum – mas também apresenta alto risco à saúde podendo levar à morte por overdose.
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