quinta-feira, janeiro 1, 2026
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Notícias do Amazonas – Manejo do Pirarucu é destaque em painel do G20 em Manaus

O ⁤manejo sustentável do ‌Pirarucu, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá em parceria com comunidades tradicionais do Amazonas, foi apresentado pelo diretor-geral da instituição, João Valsecchi, durante reunião do⁤ G20 realizada em Manaus entre os dias 17 e 19 de junho. O ⁣evento‍ ocorreu no Centro​ de Convenções Vasco vasques e‍ destacou a bioeconomia como tema central das ⁢discussões.

Impactos​ da pesquisa e conservação da biodiversidade

Manejo⁢ sustentável do Pirarucu

Durante a mesa “bioeconomy for traditional and rural⁣ communities‍ na indigenous‌ peoples”, realizada no dia 18 de junho, ‍João⁤ Valsecchi enfatizou os diversos projetos ‍coordenados pelo Instituto Mamirauá voltados à bioeconomia. Um dos principais destaques foi o manejo⁢ sustentável do pirarucu, metodologia que completa 25 anos neste ano. ‍Segundo o diretor-geral, trata-se de um exemplo bem-sucedido na conservação da biodiversidade e na garantia dos modos de vida das populações ribeirinhas.

Antes ameaçada de‌ extinção, a ⁤população de pirarucus⁣ cresceu 620% nas áreas manejadas, enquanto o tamanho‍ médio dos peixes adultos aumentou significativamente – passando de 1,27 metros em 1998 para 1,95 metros em 2020.

Projetos⁢ complementares para a ‌biodiversidade

Além do manejo do Pirarucu, ⁢Valsecchi destacou outras iniciativas focadas no ​uso​ sustentável dos recursos naturais demandados pelas comunidades‍ amazônicas. Entre ⁣elas estão os manejos produtivos do açaí, ⁢ mel ‌produzido por abelhas nativas, madeira e farinha. O diretor ressaltou ainda o impacto científico gerado pela instituição⁢ por meio das pesquisas desenvolvidas.

Um exemplo ⁤citado foi uma publicação internacional na revista britânica ‍Nature que envolveu cientistas⁤ brasileiros vinculados ao ⁤Instituto Mamirauá. Essa pesquisa comparou o genoma de mais de⁣ 200 espécies diferentes⁣ de primatas com objetivo voltado ‍à busca por tratamentos para diversas doenças.

“A Amazônia abriga a maior diversidade⁢ mundial⁤ desses animais”, ⁢afirmou Valsecchi ao mencionar que atualmente são cerca ⁢de 130 projetos científicos ativos no instituto, priorizando tanto a conservação ambiental quanto a ⁢melhoria da qualidade ‌vida das populações locais.Perspectivas futuras e parcerias regionais

Ao concluir ⁢sua apresentação ⁣no G20, João Valsecchi ressaltou as perspectivas para ⁤fortalecer as ações científicas e os programas ambientais conduzidos pelo Mamirauá junto às comunidades tradicionais indígenas presentes ⁢em aproximadamente​ 36 áreas protegidas⁤ na Amazônia.

Ele também anunciou que logo‌ no início deste ano será lançada oficialmente a Rede Amazônica de Pesquisa​ e Inovação em Biodiversidade​ – iniciativa envolvendo sete institutos brasileiros além instituições ‍da Colômbia,‌ Equador e Peru.A‌ rede conta com apoio⁣ institucional como o Banco ​Interamericano ‍de Desenvolvimento ‌(BID) para ampliar esforços conjuntos já iniciados pela região amazônica.

Reunião ⁢sobre sustentabilidade climática durante o G20

Na mesma​ semana da⁢ apresentação sobre bioeconomia (de 19 a 21),Manaus⁤ sediou ‌também encontro do Grupo Técnico ⁤do G20 dedicado‍ à Sustentabilidade Climática e ambiental – igualmente realizado no Centro Vasco Vasques.

O⁣ Brasil assumiu ‍presidência rotativa ⁢desse grupo desde‌ dezembro passado ​até dezembro deste ano com foco ⁤principal nas seguintes prioridades: combate à fome; redução das desigualdades sociais; ⁢promoção equilibrada entre desenvolvimento econômico social ambiental; além da reforma global nas instituições multilaterais responsáveis ‌pela governança planetária.

Bioeconomia ganha destaque multilateral

A discussão sobre bioeconomia representou uma novidade importante nesta edição​ brasileira sob​ liderança nacional​ dentro do⁤ fórum internacional formado pelas maiores ‍economias mundiais ‍(G20). ‌Pela‍ primeira vez ⁣esse tema passou ser debatido multilateralmente entre países membros⁢ incluindo União Africana e União Europeia como participantes associados ⁤ao bloco econômico globalizado.

Essa iniciativa reforça ‌ainda mais posição tradicional brasileira nos debates globais relacionados ao desenvolvimento sustentável desde eventos históricos como ⁤Cúpula da Terra ‍(1992) até rio+20 ⁣(2012), preparando terreno para realização futura prevista aqui mesmo no Brasil:⁢ COP-30 marcada para acontecer em 2025.

Conclusão

O ‌trabalho desenvolvido pelo Instituto Mamirauá demonstra resultados concretos tanto ⁢na recuperação ambiental quanto⁢ na valorização cultural das comunidades amazônicas tradicionais através práticas sustentáveis reconhecidas internacionalmente. A ‍participação ativa nesses fóruns multilaterais reforça importância estratégica dessa região diante desafios globais atuais ligados à preservação ambiental aliada⁢ ao desenvolvimento socioeconômico ⁣local.

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