domingo, novembro 30, 2025
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Superstições e Sexta-feira 13: Entenda a Fascinação Humana pelo Azar

Apesar de estarem baseadas em atitudes irracionais, ‌as superstições influenciam o comportamento ⁣humano em diversas situações, especialmente quando há incerteza e falta⁣ de controle. Nesta sexta-feira 13, data que carrega uma forte⁢ carga simbólica associada à sorte ou ao azar, é comum observar como essas crenças se manifestam mesmo⁣ entre pessoas céticas. Entender por que‍ acreditamos em superstições ajuda a compreender esse fenômeno presente no cotidiano.

O que são superstições e ⁤por que acreditamos⁣ nelas

Superstições são ‍consideradas atitudes irracionais sem fundamentação científica, mas ⁢ainda assim permeiam ​o comportamento humano. Segundo‍ o historiador religioso David Kling, da Universidade⁣ de Miami, até ateus ⁢podem apresentar pensamentos supersticiosos. ⁢Em experimentos laboratoriais, participantes acreditavam influenciar eventos impossíveis de controlar -​ como ajudar um jogador a marcar um gol apenas desejando isso ou prejudicar ‌alguém usando bonecos de⁢ vodu.

Para Kling, essas crenças⁤ funcionam como uma forma de lidar com recompensas e punições sobrenaturais.Apesar do caráter aparentemente​ absurdo dessas ideias, elas representam ‍tentativas ⁢humanas de exercer ⁤algum controle sobre acontecimentos imprevisíveis.

Quando as superstições surgem?

As superstições tendem a emergir em momentos ⁣marcados por alto risco, incerteza, falta⁤ de controle ⁢e estresse. Nessas condições adversas, cresce a expectativa ‌por consequências sobrenaturais‌ para explicar os resultados das⁢ ações humanas.

A influência das ⁢forças além do nosso alcance

Seja‌ chamado karma, ⁤justiça divina ou⁣ força cósmica, existe uma⁣ crença comum na vigilância das nossas ‍ações por⁤ entidades superiores ou forças invisíveis. Essa‌ percepção reforça comportamentos supersticiosos​ como forma de tentar garantir ​proteção ou evitar punição.

Ciência versus ⁤superstição: o conceito da falseabilidade

A professora ⁤Catherine newell destaca o conceito filosófico da “falseabilidade”, proposto pelo filósofo Karl Popper – segundo ele‍ uma teoria científica só é válida se​ puder ser testada e potencialmente refutada. No ‌entanto,⁢ essa lógica não se aplica às superstições porque não há ‌meios concretos para comprovar sua veracidade ou falsidade.

Newell ‍ressalta que não é possível afirmar‌ com certeza ⁢se usar meias ​da sorte​ ou realizar rituais antes ⁣de um evento realmente influencia seu⁣ resultado; ainda ‌assim muitas pessoas mantêm ⁣esses hábitos mesmo sabendo da ausência de base científica.

Exemplos curiosos ⁣e reflexões finais

Um caso emblemático é o do físico ganhador do Nobel Niels bohr. Questionado sobre a ferradura pendurada em sua casa – objeto tradicionalmente associado à sorte – respondeu ⁢com ironia: “disseram-me ⁣que traz ⁤sorte quer eu acredite ​nisso ou não”. Esse exemplo ilustra bem como até⁣ figuras racionais podem conviver com práticas supersticiosas sem necessariamente acreditar nelas plenamente.


As superstições continuam presentes no dia a dia porque oferecem conforto diante do ⁤desconhecido e ajudam as pessoas a enfrentar situações difíceis onde faltam explicações claras. ​Compreender ‍esse‍ fenômeno contribui para analisar melhor comportamentos humanos sob‍ diferentes perspectivas culturais e psicológicas.Acompanhe as atualizações da matéria e ‍outras reportagens relevantes no Portal⁢ Notícias do Amazonas​ e fique sempre bem informado com as notícias de Manaus e região!

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