O médico Humberto Fuertes Estrada,investigado por omissão e homicídio qualificado após não comparecer a um parto que resultou na morte de um recém-nascido em Eirunepé,foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (28),em Manaus. Ele deveria atender uma gestante no município do interior do Amazonas, mas só chegou ao hospital horas depois do início do trabalho de parto, quando o bebê já não tinha chances de sobrevivência.
prisão preventiva e localização do médico
A Polícia Federal cumpriu a prisão preventiva determinada pelo Tribunal de Justiça de Eirunepé. Humberto Estrada foi encontrado em um supermercado na capital amazonense enquanto utilizava um caixa eletrônico. Após monitoramento, os agentes efetuaram a prisão na residência onde ele estava escondido.
Faltas no atendimento e investigação
De acordo com as apurações, o médico estava escalado para plantão na madrugada de sábado (22/11), momento em que a gestante deu entrada no hospital local. A equipe médica tentou contato diversas vezes com ele sem sucesso. O profissional só apareceu cinco horas depois da admissão da paciente, quando o parto já havia sido realizado sem êxito.
Ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal no Amazonas e permanece à disposição da Justiça.
Provas obtidas pela PF
Imagens captadas por câmeras de segurança mostram o médico consumindo bebidas alcoólicas em um bar nas horas anteriores à chegada da gestante ao hospital. As gravações ocorreram entre 23h44 da sexta-feira (21) e 1h48 do sábado (22), no estabelecimento “Bar Churrascaria Sabor na Brasa”.
após o ocorrido, Humberto Estrada deixou Eirunepé e viajou para Feijó, no Acre – fato confirmado por recibo aéreo e comunicações feitas pelo próprio investigado durante sua fuga.
O delegado Yezuz Pupo destacou que essa atitude indica uma tentativa clara de evitar responsabilização criminal pelos fatos ocorridos.Consequências legais e andamento das investigações
A Polícia Federal continua investigando para apurar se houve dolo eventual ou outras irregularidades durante o atendimento prestado pelo médico. A morte do recém-nascido causou grande comoção social em Eirunepé; familiares pedem justiça diante dos acontecimentos trágicos.
Conclusão
Este caso reforça a importância da responsabilidade profissional especialmente em situações críticas como partos emergenciais. A população aguarda desdobramentos judiciais rigorosos para garantir que episódios semelhantes sejam evitados futuramente nos serviços públicos de saúde.
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