Porteiro incendiado correu até em casa e mãe o abraçou na tentativa de apagar o fogo

A mãe do porteiro foi quem apagou as chamas do corpo do filho, atacado e incendiado com gasolina por um homem na terça-feira (19), em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ela chegou a abraçar o filho na tentativa de conter o fogo. Jefferson Quintanilha Souza, de 23 anos,  correu cerca de 300 metros da portaria até chegar em casa, no conjunto habitacional Fazenda Hermitage, e receber o socorro da mãe e de vizinhos, que usaram um tapete e até terra para apagar as chamas.
(Foto: Reprodução)

O suspeito, Marcelo Cavalcante Gomes, foi identificado e a Polícia Civil aguarda a expedição do mandado de prisão contra ele pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o agressor é morador do mesmo condomínio onde a vítima também mora e trabalha. O suspeito está foragido.

O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do condomínio e o vídeo, cedido pela PM, mostra o suspeito parado por alguns segundos enquanto abre o galão de gasolina. Em seguida, ele entra na cabine e joga o combustível no rosto do porteiro, ateando fogo com um isqueiro.

“Primeiro minha mãe ligou o chuveiro, mas desistiu. Depois ela deu tapas pelo corpo dele e o abraçou. Ela ficou com a roupa queimada e machucou as mãos, que estão com bolhas”, disse Kamilla, irmã da vítima, acrescentando que uma vizinha pegou um tapete para tentar abafar o fogo e algumas pessoas jogaram até terra em um ato de desespero para tentar ajudar.
O caso chocou quem estava no local. O zelador do condomínio viu Jefferson correndo com o corpo em chamas e diz que o agressor agiu com frieza e que “foi uma covardia muito grande”.

A irmã do porteiro disse que não conhece o suspeito do crime.

 

 

“Dizem que ele é um cara tranquilo, quieto. Mas eu não tenho ideia de porque ele fez isso. Só queremos justiça”, afirma a família.

Segundo o comandante da Polícia Militar, Marcos Santos, o carro que era usado pelo agressor já foi encontrado. O caso é investigado na 110ª DP e a Polícia Civil não divulgou a possível motivação do crime.

O porteiro está internado no Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis, no Rio de Janeiro. A mãe está no Rio, mas o hospital não permite acompanhantes. “Ele continua sedado e entubado por causa da gravidade das queimaduras”, informou a irmã.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou apenas que o quadro do paciente continua grave. Ele teve 60% do corpo queimados e as queimaduras atingiram órgãos internos.
VÍDEO

*Informações retiradas do G1

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