‘Justiça deve intervir em concurso da Seduc’, aponta pré-candidata

 Após as denúncias de fraude no concurso público da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizado no último domingo, 8, a pré-candidata à deputada estadual, jornalista Liliane Araújo, defendeu a intervenção da Justiça no certame. Nesta terça-feira, 10, o Ministério Público de Contas (MPC) entrou com uma representação para suspender o efeito das provas junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
(Foto: Divulgação)
No dia após a aplicação do concurso, a Seduc convocou a imprensa para informar que anularia o certame apenas para o cargo específico de professor de Ensino Regular, que será realizada nova prova no dia 22 de julho (domingo).  Liliane defende a nulidade para todos os cargos e que o TCE acate o pedido de suspensão do Ministério Pública para que os candidatos não sofram prejuízos.
“Tivemos acesso a denúncias de pessoas que nos informaram que teve local de prova (alvo de boletim de ocorrência) aonde os malotes chegaram manipulados e o transporte realizado sem nenhum tipo de cuidado de segurança, sendo que alguns casos, as provas foram transportadas por motoboys. Um grande absurdo. A Justiça precisa intervir nesse caso”, afirmou a jornalista.
Um grupo de candidatos denunciou à polícia problemas na aplicação do exame. Entre eles, atraso da chegada das provas nos locais, troca de prova entre municípios, transporte irregular de malotes, bem como malotes com lacres violados.
“Aí eu me pergunto, cadê o critério de segurança do concurso para que não se viole? E a gente quer entender o que  realmente aconteceu, será que foi só falta de organização?, indaga a jornalista.
Liliane questionou ainda a capacidade da empresa em realizar o concurso. “Pesquisando mais afundo eu descobri que essa mesma empresa(Instituto Acesso) que realizou o concurso aqui no Amazonas também foi acusada de fraude no Rio de Janeiro. E aqui no Estado ela foi contratada sem licitação, conforme diário oficial”, completa Araújo.
Posicionamento
Ela pediu, também, o posicionamento das autoridades e que a população cobre os parlamentares que escolheram na eleição passada para atuar na fiscalização dos serviços públicos.
“Milhares de pessoas se inscreveram nesse concurso imaginando uma possível estabilidade, afinal, está difícil emprego. E então acontece tudo isso e precisamos ir mais afundo. Nossos deputados não foram eleitos apenas para propor projetos, eles também estão lá para fiscalizar. Será que tem alguém interessado em saber? Ou somos nós que temos que nos virar e aguentar calado todo esse tipo de irregularidade?”, disse.
(*) Com Informações da Asssessoria
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