Dono da Riachuelo diz que definiu candidatura após ver ‘quadro nebuloso’

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Pré-candidato à Presidência da República pelo PRB, o dono do grupo empresarial Riachuelo, Flávio Rocha, explicou os motivos o levaram a buscar o cargo mais alto do País, durante visita a Manaus, nesta quinta-feira, 11. O empresário concedeu entrevista após ser recebido pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), na sede da prefeitura, na zona Oeste da cidade.
O empresário visitou a capital amazonense nesta quinta-feira (Reprodução/Internet)
Ao ser questionado sobre o que levou a decidir ser candidato nessas eleições, ele respondeu:  “Eu sentia uma angustia crescente sobre um quadro nebuloso é como se estar numa situação em que se está em um transatlântico de luxo que, em vez de um iceberg pela frente, se depara com dois pela frente, em dois extremos do cenário político, mas que ambos conduzem ao mesmo desastre. Um iceberg da extrema esquerda e outra da extrema esquerda, cada um abrindo mão da liberdade essencial”.
Atualmente, estão sendo testados pelas empresas de pesquisas eleitorais, nas pré-candidaturas à Presidência da República, além do próprio Flávio Rocha, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT), preso no mês passado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), o ex-deputado Ciro Gomes (PDT), a ex-senadora Marina Silva (Rede), o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meireles (MDB), entre outros. Em Manaus, o partido do dono da Riachuelo, o PRB, é comandado pelo deputado federal Silas Câmara.
Segundo Flávio Rocha, ele estava vivendo o melhor momento de sua vida como empresário, mas ficou preocupado com os rumos que o país estava tomando. Ele também criticou as desigualdades sociais no país, o déficit da Previdência Social causado pelas super aposentadorias, a maioria geradas pelo Governo Federal.
Foi neste momento que o pré-candidato comentou sobre as quatro reformas necessárias para fazer o país prosperar: a reforma trabalhista, a reforma previdenciária, a reforma tributária e, destacou a quarta, que seria a forma do Estado. Ele afirmou que existem “Estados demais para onde não se precisa de Estado e Estado de menos, onde o Estado é imprescindível”, “as cargas são grandes demais para financiar privilégios e de menos para o destinatário final, o serviço púbico”, explicou.
Zona Franca
O republicano defendeu o modelo Zona Franca de Manaus quando de trata das desigualdades regionais do país. “O incentivo fiscal foi uma grande revolução como mecanismo automático de prestigiar quem investe, quem gera riqueza, quem gera emprego”, defendeu Rocha. Ele reafirmou compromisso em defender, ampliar e fortalecer o modelo.
Amazônia
Flávio Rocha disse que a Amazônia é uma potencia quando se fala em investimentos em biotecnologia. Ele comparou a região com a Alemanha, que já tem uma boa estimativa nessa área. Segundo ele, um crescimento em torno de 30% de sua riqueza.
Ele criticou o que ele chamou de “xiismo ambientalista” que impedem o desenvolvimento da região. E por fim, o candidato falou da liberdade econômica para a geração de empregos. “Sou o 15º maior empregador do país e não admito que a indústria represente apenas 11% do Produto Interno Bruto (PIB) quando o esperado é, no mínimo, 20%”, defendeu.
 
 
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