App dá ficha completa de candidatos corruptos e com processo na justiça

App dá ficha completa de candidatos corruptos e com processo na justiça

Com a aproximação da “temporada eleitoral”, os cidadãos podem acessar a ficha completa dos candidatos corruptos por meio do novo aplicativo (app) ‘Detector de Corrupção’, recém-lançado pelo portal Reclame Aqui em parceira com a Agência de Publicidade Grey.
(Foto: Reprodução)
O detector de corrupção é gratuito, conceitua-se como “apartidário” e utiliza reconhecimento facial para detectar os processos de corrupção que cada político responde na justiça, usando apenas o telefone celular. Basta apontar a câmera do celular para a face dos políticos, seja ao vivo ou por meio de fotos, para que o app entregue todos os inquéritos instaurados contra a figura pública.
O reconhecimento facial, segundo o site do aplicativo, funciona com uma ampla variedade de imagens, sejam elas originadas de comerciais televisivos, debates, santinhos, cartazes, imagens de jornal, vídeos da internet e muito mais. O aplicativo está disponível para Android e iOS.
Disponível para Android e Iphone, o aplicativo já conta com 850 políticos cadastrados entre membros da presidência, senado e governos. Até agosto, a ferramenta incluirá todos os candidatos a cargos em disputa nestas eleições.
Em contraponto, o sociólogo e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Francinézio Amaral, acompanhou a repercussão do app, mas contesta sobre os resultados efetivos da ferramenta e sobre o discurso do apartidarismo com que foi criado. Na análise dele, a ferramenta não contribui para a formação de um eleitorado mais consciente sobre política.
Amaral aponta que um político pode ser detectado com vários processos sendo colocados contra ele e então, o eleitor não vota naquele indivíduo, mas vota em outro do mesmo partido, pois o app não está ligado a detectar corrupção dos partidos, apenas dos políticos.
(Foto: Divulgação)
“Então não adianta muito você votar naquele político, mas votar no partido ao qual ele pertence, sendo que o partido é corrupto, então é um app sem muita função efetiva que vai pegar carona em toda essa confusão que é a falta de formação política do brasileiro e na carona do modismo da corrupção”, pontuou.
 “O app em si contribui muito pouco para uma análise política mais aprofundada de um eleitor, de um cidadão que queira realmente exercer sua cidadania através do voto”.
O especialista disse ainda que mais importante que o app, é o cidadão buscar compreender o processo eleitoral, especialmente buscando compreender as regras do jogo, que estão no Código Eleitoral Brasileiro.
Como funciona
As informações são levantadas nos sites dos Ministérios Públicos e também nos Tribunais de Justiça, além de informações oficiais, públicas e privadas divulgadas pelo Superior Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunais Regionais Federais (TRFs) e Tribunais de Justiça (TJs).
Para acessar os dados, basta colocar a imagem do político que se deseja investigar, em frente à tela do smartphone.
Em poucos segundos o app identifica o rosto fotografado e revela todos os processos de improbidade administrativa ou corrupção nos quais o político está envolvido.
Quem tem histórico limpo na praça também aparece. Nos casos de políticos contra os quais não existem processos, o app apresenta a seguinte mensagem: “não existem processos de corrupção ou improbidade administrativa contra esse candidato”.
Nos bancos de dados do app há governadores e vices, deputados federais que foram eleitos a partir de 2014, senadores eleitos desde 2010, presidentes e vice-presidentes que ainda estejam vivos, candidatos à presidência e aos governos estaduais listados no Datafolha e Ibope. Já quanto aos políticos que foram anunciados como pré-candidatos para as eleições de 2018, o banco de informações do app inclui aqueles que querem se tornar presidentes e governadores.
O Detector de Corrupção traz como resultado da busca apenas informações oficiais que sejam encontradas em diversas instâncias da Justiça, como STF, STJ, os TJs estaduais e os TRFs. Os processos que correm em segredo de Justiça não são incluídos.
Com informações da Assessoria
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